Os espíritos estão em alta. Depois do filme que conta a vida do mais famoso médium do Brasil, estreia hoje nas telas “Nosso Lar”, baseado em um best-seller do mesmo personagem espiritual em questão, Chico Xavier. Mas o que nem todo mundo sabe é que o chamado “espiritismo moderno” teve início em meados do século XIX no oeste do estado de Nova York, impulsionado pelo fanatismo fervoroso daqueles que queriam provas concretas da vida após a morte. Possuídas pela onda que se abateu sobre o chamado “distrito queimado”, três adolescentes, as irmãs Fox, começaram a ouvir estalos à noite e a se comunicar com um suposto fantasma. Viraram celebridades instantâneas. Logo, outras pessoas entraram no espírito da coisa e passaram elas também a receber visitas do além. Entre os que se animaram com o espiritismo, encontrava-se Sir Arthur Conan Doyle. Prova disso foi que, mesmo depois que uma das irmãs Fox, Margaret, confessou que tudo não passava de uma farsa, o criador de Sherlock Holmes continuou crente no mundo paralelo, incluindo aí fadas e provavelmente duendes. “Nada do que ela [Margaret] poderia dizer sobre aquele assunto vai mudar sequer um pouco a minha opinião, nem irá mudar a de qualquer um que tenha sido convencido profundamente de que há uma influência oculta nos conectando com um mundo invisível” afirmou Conan Doyle na época. Amigo do famoso Houdini, o escritor defendia que o mágico realmente tinha poderes psíquicos. E, em 1917, quando duas meninas de Yorkshire mostraram fotografias em que apareciam na companhia de fadas, tiradas em seu jardim, ele acreditou que era tudo verdade. Mais do que isso: Sir Arthur Conan Doyle escreveu dois panfletos e um livro chamado “A vinda das fadas”, atestando a autenticidade das cenas. Sherlock Holmes provavelmente não seria tão crente quanto seu pai.
Acima, duas das fotos apresentadas pelas meninas e atestadas por Sir Arthur Conan Doyle, autor de 13 livros da Coleção L&PM Pocket.
“Essa música foi feita a partir de um verso de Jack Kerouac (retirado do livro Scattered Poems), uma frase de um poema dele que me deixou muito intrigado.” A declaração é de Cazuza e a frase em questão, “só as mães são felizes”. Na letra do saudoso poeta compositor, há ainda Ginsberg e Rimbaud: Nunca viu Allen Ginsberg / Pagando michê no Alaska / Nem Rimbaud pelas tantas / Negociando escravas brancas (…). Fã confesso dos beats, Cazuza era um leitor voraz e, provavelmente por isso, um letrista como poucos. Para relembrar a letra inteira – que chegou a ser censurada – colocamos aqui um vídeo de Cazuza cantando… Só as mães são felizes.
O maluquete Hunter Thompson, criador do gonzo jornalismo e autor de Medo e delírio em Las Vegas, publicado pela L&PM, morou no Rio de Janeiro. No alvorecer dos anos 60, ele passou uma temporada na América do Sul trabalhando como jornalista free-lancer. Andou pela Colômbia, pelo Peru e acabou dando com os costados no Brasil, onde fixou residência no Rio em 1963. Foi embora antes do golpe de 64, mas chegou a sentir o clima de opressão do exército e, inclusive, escreveu uma reportagem sobre a agitação política do governo Jango e outra a respeito de um atentado que as Forças Armadas promoveram contra uma boate, matando e ferindo vários civis.
Abaixo, vemos Hunter no centro de um amigo e de sua esposa, Sandra “Sandy” Down, na Praia de Copacabana, talvez no Posto 6.
Parece que já não se fazem mais escritores como antigamente. O belo livro The Writer’s brush – Painting, Drawings, and Sculpture by Writers, de Donald Frieman, traz uma extensa mostra de pinturas, desenhos e esculturas de famosos literatos do mundo inteiro, produzidas ao longo de várias épocas. Selecionamos algumas delas, todas de autores publicados pela L&PM, e aproveitamos para propor um teste: você consegue relacionar corretamente as obras com os escritores da lista que vem logo abaixo? Mas não vale espiar a resposta (que está no pé no post).
A regra básica para resenhar um suspense é não contar o final da história – ou, no caso de Agatha Christie, não revelar a identidade do assassino. Pois a regra passou batida pelos editores da Wikipedia, que há um bom tempo mantém a informação disponível (e sem aviso de spoilers) em sua página dedicada à peça A ratoeira (The mousetrap).
Agora os fãs da escritora ganharam um reforço de peso na batalha pela mudança da sinopse: o neto de Agatha, Matthew Prichard, que possui os direitos da peça. “É uma pena que uma publicação, se é que podemos chamá-la assim, estraga de alguma maneira o prazer das pessoas que vão assistir à peça. Não é questão de dinheiro ou qualquer coisa assim. É só uma pena”, disse ele ao Telegraph.
Um memorial em Indianapolis, terra natal de Kurt Vonnegut, deve ser inaugurado três anos após sua morte. Metade do espaço será ocupado por uma biblioteca e a outra metade por um museu. Do museu farão parte as primeiras edições dos livros do autor, uma réplica do seu estúdio e algumas cartas de rejeição que recebeu antes de fazer sucesso. A inauguração está prevista ainda para a próxima primavera (outono no hemisfério norte).
Livros e objetos que farão parte do memorial / Foto: Michael Conroy, AP
Entre as 22 obras de autores brasileiros que estão sendo traduzidas nesse momento, está A guerra do Bom Fim, de Moacyr Scliar. A obra passará a fazer parte do catálogo da Éditions Folies d’encre, da França. A guerra…, lançado originalmente em 1972 e publicado em 1981 pela L&PM , em plena ditadura militar, é o primeiro romance de Scliar. Como outros livros de sua geração, testemunha a necessidade dos escritores contemporâneos de lançar novas luzes sobre o passado e a identidade nacional.
Em maio, desejamos um bom dia com Van Gogh. Hoje o bom dia é com Picasso, outro dos personagens da série Biografias. E com Liniers, claro. A tirinha do cartunista argentino foi publicada hoje no jornal La Nación.
E os 60 anos de Charlie Brown e sua turma continuam dando o que falar (e o que comprar). Já noticiamos aqui as camisas especiais confeccionadas pela Lacoste e um Snoopy cravejado de diamantes feito em Hong Kong. Agora mais algumas marcas que integram a ação comemorativa Peanuts 60 Years Special Project divulgaram produtos inspirados no Minduim. E aí vale tudo: tem canecas…
bolsas…
e até bonecos (um pouco estranhos).
Mas o mais desejado (pelo menos entre o pessoal aqui da editora) é mesmo esse All Star com estampa de tirinhas:
E enquanto isso tudo não desembarca no Brasil, dá para comemorar a chegada de Charlie Brown à terceira idade lendo os três volumes de Peanuts Completo já lançados por aqui.
Uma coleção de diários que está prestes a ser lançada nos Estados Unidos deixa no ar se Marilyn Monroe era mesmo um típico exemplar de “loira burra”. Nos escritos inéditos, a atriz revela admiração por escritores como Samuel Beckett, Walt Whitman e, acreditem, James Joyce. Seu exemplar de Ulysses inclusive chegou a ser vendido por quase 10 mil dólares em um leilão promovido pela Christie’s em 1999.
Da biblioteca de Marilyn também faziam parte obras de Tennessee Williams, Ernest Hemingway, Francis Scott Fitzgerald e John Steinbeck. Não foram poucas às vezes que a loira posou para os fotógrafos fazendo o gênero “intelectual”. Agora, se ela admirava mais os escritos ou os escritores em si, isso já é outra história.