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05/02/2010
Por L&PM Editores
Quinta-feira, dia 4 de fevereiro, foi o dia em que – 30 anos depois – Lilian Celiberti reconheceu publicamente, diante da juíza Helena Marta de Souza, João Augusto da Rosa, codinome “Irno”, a quem ela acusa de responsável pelo seu sequestro em 1978. Na época, “Irno” foi inocentado por falta de provas, já que os uruguaios Lilian Celiberti e Universindo Dias (que poderiam reconhecê-lo) estavam nos cárceres da ditadura uruguaia, impossibilitados de interagirem no processo que foi movido pelo Ministério Público visando apurar a suposta ação da Operação Condor.

A ação que provocou esta audiência é um pedido de indenização por parte de “Irno” por conta de supostas “ofensas” e “omissões” contidas no livro O sequestro dos Uruguaios, de Luiz Cláudio Cunha e publicado pela L&PM Editores. Veja o que a imprensa disse:
Folha de S. Paulo (para assinantes)
Nota Oficial da ARI e do
Sindicato dos jornalistas profissionais do Rio Grande do Sul
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), vêm a público manifestar solidariedade ao jornalista Luiz Cláudio Cunha, autor do livro Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios, lançado em 2008 pela editora L&PM. Passados mais de 30 anos dos fatos, o profissional que denunciou o seqüestro em 1978 está sendo processado pelo ex-policial do DOPS gaúcho João Augusto da Rosa, codinome Irno.
As entidades signatárias entendem que fatos como esse comprometem o livre exercício da profissão de jornalista. O Sindicato e a ARI afirmam plena confiança de que a atuação do profissional está amparada na verdade e nos limites da ética jornalística. Em face disso, esperam que a Justiça seja realmente empregada neste caso emblemático e vergonhoso das ditaduras brasileira e uruguaia.
Alertamos que processos como esse, enfrentado por Luís Cláudio Cunha, interferem diretamente na compreensão e convivência sob os princípios do Estado Democrático de Direito, ao qual são inerentes a liberdade de informação, a liberdade de expressão e o sagrado direito ao livre exercício profissional.
* Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e Associação Riograndense de Imprensa
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