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05/01/2009
Por L&PM Editores
J. D. Salinger, um dos escritores mais influentes dos Estados Unidos, completou 90 anos nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2009. Salinger não publica um trabalho literário com sua assinatura desde o romance Hapworth 16, 1924 em junho de 1965. Incomodado com a fama, Salinger retirou-se da vida pública nos anos 1950 e, desde então, vive isolado atrás de cercas altas em Cornish, nas colinas de New Hampshire, no Noroeste dos Estados Unidos.

O escritor já tinha 32 anos de idade quando estreou em 1951, com O apanhador no campo de centeio, uma história de um adolescente rebelde e suas experiências quixotescas em Nova York, que elevou o escritor ao topo da cena literária.
Sua descrição da alienação do protagonista, Holden Caufield, e da perda de inocência dos adolescentes e sua passagem para vida adulta, provou sua resistência com o passar dos anos: até hoje são vendidos anualmente cerca de 250 mil exemplares.
Salinger, filho de um judeu importador de queijos kosher e de uma escocesa-irlandesa que se converteu ao judaísmo, cresceu em um apartamento da Park Avenue, em Manhattan, estudou durante três anos na Academia Militar de Valley Forge e em 1939, pouco antes de ser enviado à guerra, estudou contos na Universidade de Columbia.
Os primeiros contos de Salinger foram publicados em revistas como Story, Saturday Evening Post, Esquire e The New Yorker na década de 1940, e o primeiro romance O apanhador no campo de centeio transformou-se imediatamente em sucesso e lhe consagrou aos olhos da crítica internacional. A fama, no entanto, provocou em Salinger a aversão à vida pública, a rejeição à entrevistas e à invasão de sua vida privada que se mantém até hoje.
Em 1963, Salinger publicou a coleção de pequenos romances Carpinteiros, levantem bem alto a cumeeira & Seymour, uma apresentação, que a Coleção L&PM Pocket publicou em 2007.

A primeira das duas histórias do livro gira em torno do casamento não-realizado de Seymour, que às vésperas da cerimônia pede para adiar a celebração, já que se sente animado demais para casar. A história se passa num dia muito quente de 1942, e se concentra praticamente em dois espaços: um carro, no qual Buddy fica preso com a madrinha da noiva e seu marido, uma tia da noiva e um senhor surdo-mudo, e no apartamento que Seymour e Buddy dividiam em Nova York antes de serem convocados para a Guerra.
Em Seymour, uma apresentação, Buddy estabelece um diálogo muito próximo com o leitor. Por meio desse narrador, Salinger fala sobre o ato de escrever, mostrando com ironia a tentativa de Buddy de organizar e publicar a obra do irmão falecido, a fim de esclarecer um pouco mais a personalidade deste. Buddy/Salinger discutem e ironizam a crítica literária, mas falam muito de poesia e criação: Kafka, Tchekhov, Somerset Maugham, poesia chinesa e japonesa são citados nesta apresentação, cuja genialidade está em levantar ainda mais dúvidas sobre este grande personagem, Seymour.
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