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CARTAS PORTUGUESAS

Mariana Alcoforado

Coleção L&PM Pocket
Ref. 29
80 páginas
ISBN 978.85.254.0640-8

R$ 13,90

Mariana Alcoforado

A história destas cartas começa quan­do o texto é publicado pela primeira vez em 1669, em Paris, numa edição francesa de autor anônimo, na suposição (pelo próprio subtítulo) de que seria uma tradução. Golpe de marketing (o editor teria so­ne­gado o nome do autor, atribuindo as cartas a uma religiosa portuguesa – uma manobra sensacionalista) ou não, a dúvida fez com que dezenas de estudiosos e curiosos se lançassem ao encalço da solução do enigma. Para se ter uma idéia da longa celebridade destas cartas, grandes autores delas se ocuparam, como Stendhal, Sainte-Beuve, Rainer Marie Rilke, La Bruyère, Jean-Jacques Rousseau, entre muitos outros.

Para ambas as “correntes” há indí­cios e provas. A versão portuguesa, hoje praticamente aceita internacionalmente, é que de fato existiu em Beja, Portugal, no convento de Nossa Senhora da Conceição, uma freira de nome Mariana Alcoforado, nascida em 22 de abril de 1640 e com re­gis­tro de morte em 22 de julho de 1723. Tendo entrado para o convento aos 12 anos de idade, por volta de 1660, teria vivido in­tensa paixão por um oficial francês, o Sr. Ca­va­lheiro De Chamilly, que servia em terras portuguesas. De retorno a Paris, o senhor C. teria trocado arrebatada correspondência com sua amada portuguesa, fato que é ratifi­cado por Saint-Simon, contemporâ­neo e co­nhecido do galante oficial, homem de posses e estabelecido com mulher e filhos. A edição de 1669 atribui a autoria a um anô­ni­mo, mas em 1810 o periódico francês Journal de L’Empire publica a descoberta, pelo escritor francês Boissonade, de um exemplar das cartas, anotado, onde se diz que quem as escreveu foi Mariana Alcoforado e que o destinatário era o Sr. De Chamilly.

A versão francesa é de que um tal Guilleragues, a quem a edição de 1669 atribui a tradução das Cartas, seria o ver­dadeiro autor, e que tudo não passaria de um golpe publicitário do autor e do editor. O fato do autor ser anônimo, na época, constituía um charme para a publicação. Era uma p­rática muito em voga, tanto que um dos maiores best-sellers deste período, o clássico liber­tino Tereza Filósofa, era de autor anônimo. A comprovada descoberta do autor só ocor­reu em nosso século e na década de 90(!): tratava-se do Marquês D’Argens, ou Jean-Baptiste de Boyer. Naqueles longínquos anos, tudo se passava numa atmosfera de cortes românticas, anônimos geniais, punhos de renda e punhais dourados, e o reca­to das damas, contrastando com o ar­re­batamento dos cavalheiros, culmi­nava com amores sísmicos.

Trecho da apresentação de Cartas portuguesas

Litografia de Henri Matisse

Opinião do Leitor

"As "Cartas de Mariana Alcoforado" são a grande representação do acentuado lirismo português. uma leitura literalmente prazerosa constituída a partir de um idílio impossível entre a freira Mariana e o cavaleiro de C... As epístolas, acentuam a veracidade do relacionamento frustre da religiosa. Vale conferir!"

Maria Lucilena Gonzaga Costa / Cametá-Pará

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