Coleção L&PM Pocket


VIUVINHA, A - José de Alencar

VIUVINHA, A

R$16,90

Texto de acordo com a nova ortografia

A viuvinha é a história curiosa de um homem que simula sua morte para não sucumbir à vergonha de uma situação financeira desastrada. Publicado em 1857, é o terceiro livro de José de Alencar. Como Senhora, Lucíola e Cinco minutosA viuvinha se inclui entre os romances urbanos escritos pelo autor, que nos dão uma riquíssima descrição da vida na corte, a vida burguesa do Rio de Janeiro de meados do século XIX, seus costumes, modas e tipos característicos.

Confira um trecho do livro:

"O Rio de Janeiro ainda se lembra da triste celebridade que, há dez anos passados, tinha adquirido o lugar onde está hoje construído o hospital da Santa Casa.

Houve um período em que quase todas as manhãs os operários encontravam em algum barranco ou entre os cômoros de pedra e de areia o cadáver de um homem que acabara de pôr termo à sua existência. (...)

Amantes infelizes, negociantes desgraçados, pais de família carregados de dívidas, homens ricos caídos na miséria, quase todos aí vinham, atraídos por um ímã irresistível, por uma fascinação diabólica.

(...) Ouviram-se dois tiros de pistola; os trabalhadores que vinham chegando para o serviço correram ao lugar donde partira o estrondo e viram sobre a areia o corpo de um homem, cujo rosto tinha sido completamente desfigurado pela explosão da arma de fogo,

Um dos guardas meteu a mão no bolso da sobrecasaca e achou uma carteira, contendo algumas notas pequenas, e uma carta apenas dobrada, que ele abriu e leu:

Peço a quem achar o meu corpo o faça enterrar imediatamente, a fim de poupar à minha mulher e aos meus amigos esse horrível espetáculo. Para isso achará na minha carteira o dinheiro que possuo.

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Informações Gerais

  • Título:

    VIUVINHA, A

  • Catálogo:
    Coleção L&PM Pocket
  • Gênero:
    Literatura clássica brasileira
    Romance
  • Referência:
    58
  • Cód.Barras:
    9788525406781
  • ISBN:
    978.85.254.0678-1
  • Páginas:
    100

Vida & Obra

José de Alencar

José Martiniano de Alencar nasce no Ceará, em 1829, no final do Primeiro Reinado, de lá saindo para a Corte aos dez anos. No Rio de Janeiro, conclui seus estudos secundários, transferindo-se para São Paulo, onde cursa a Faculdade de Direito.

De volta ao Rio, entra em contato com a intelec­tua­lidade literária – nomes como Machado, Manuel Antônio de Almeida – e estréia como escritor no Correio Mercantil aos 25 anos. Imaginoso, empenhado na co...

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Opinião do Leitor

Yasmin
Cachoeirinha RS

Gostei muito do livro. É de facil entendimento e com um final impressionante.

07/02/2014 15:55:18

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Houve um período em que quase todas as manhãs os operários encontravam em algum barranco ou entre os cômoros de pedra e de areia o cadáver de um homem que acabara de pôr termo à sua existência. (...)

Amantes infelizes, negociantes desgraçados, pais de família carregados de dívidas, homens ricos caídos na miséria, quase todos aí vinham, atraídos por um ímã irresistível, por uma fascinação diabólica.

(...) Ouviram-se dois tiros de pistola; os trabalhadores que vinham chegando para o serviço correram ao lugar donde partira o estrondo e viram sobre a areia o corpo de um homem, cujo rosto tinha sido completamente desfigurado pela explosão da arma de fogo,

Um dos guardas meteu a mão no bolso da sobrecasaca e achou uma carteira, contendo algumas notas pequenas, e uma carta apenas dobrada, que ele abriu e leu:

Peço a quem achar o meu corpo o faça enterrar imediatamente, a fim de poupar à minha mulher e aos meus amigos esse horrível espetáculo. Para isso achará na minha carteira o dinheiro que possuo.

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