Outros Formatos


O FALCÃO MALTÊS

THE MALTESE FALCON

Dashiell Hammett

Tradução de Rubens Figueiredo

QUANDO O ROMANCE POLICIAL ENCONTRA A GRANDE LITERATURA

O falcão maltês, assim como O longo adeus, de Raymond Chandler, está no alto do pódio da literatura policial. Mais precisamente da chamada literatura noir, como os franceses batizaram lá nos meados do século XX, buscando colocar, digamos, uma estrela a mais no chamado gênero policial. Ou seja, tinha enredo, trama, mistério e... alta literatura.

O leitor tem nas mãos um verdadeiro banquete literário. Sam Spade, detetive particular, assim como Philip Marlowe de Raymond Chandler, é um personagem emblemático do gênero. Homens duros, mas não raro sentimentais, são sobreviventes num mundo onde a hipocrisia se entrelaça com o sonho americano, nos anos 1940 e 1950. Maltratados pelos policiais, eles sabem que, antes de mais nada, tiras não gostam de detetives privados, e, neste livro, Hammett mostra o perfeito descompasso entre o que move tiras e detetives diante da investigação de um crime. Uns servem – pelos menos teoricamente – à lei, e os outros obedecem a um cliente que nem sempre representa a mais nobre das causas. Muito pelo contrário, como é o caso da busca frenética pelo legendário falcão maltês, uma antiga estatueta valiosíssima. O detetive Sam Spade é contratado para achar o precioso tesouro e se vê envolvido numa grande encrenca; uma complexa operação que mistura policiais, clientes e bandidos.

Os diálogos perfeitos, os personagens bizarros, o clima de desconfiança, a trama complicada, tudo isso combina ao mesmo tempo o mistério de um brilhante livro policial com as misérias, incertezas e fragilidades da condição humana. Uma obra-prima. 

 

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Informações Gerais

  • Título:

    O FALCÃO MALTÊS

  • Título Original:
    THE MALTESE FALCON
  • Catálogo:
    Outros Formatos
  • Gênero:
    Literatura estrangeira
  • Cód.Barras:
    9786556661551
  • ISBN:
    978.65.566.6155-1
  • Páginas:
    268
  • Edição:
    abril de 2021

Vida & Obra

Dashiell Hammett

Dashiell Hammett nasceu no condado de St. Mary, Maryland, em 27 de maio de 1894. Cresceu na Filadélfia e Baltimore. Abandonou a escola com quatorze anos e passou a trabalhar como mensageiro, entregador de jornal, escriturário, apontador de mão-de-obra e estivador, entre outros empregos. Aos 20 anos, foi trabalhar na Agência Pinkerton de detetives. Em 1918, alistou-se no Corpo de Ambulâncias do Exército. Depois da guerra, com tuberculose, vagou de sanatório em sanatório e vo...

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QUANDO O ROMANCE POLICIAL ENCONTRA A GRANDE LITERATURA

O falcão maltês, assim como O longo adeus, de Raymond Chandler, está no alto do pódio da literatura policial. Mais precisamente da chamada literatura noir, como os franceses batizaram lá nos meados do século XX, buscando colocar, digamos, uma estrela a mais no chamado gênero policial. Ou seja, tinha enredo, trama, mistério e... alta literatura.

O leitor tem nas mãos um verdadeiro banquete literário. Sam Spade, detetive particular, assim como Philip Marlowe de Raymond Chandler, é um personagem emblemático do gênero. Homens duros, mas não raro sentimentais, são sobreviventes num mundo onde a hipocrisia se entrelaça com o sonho americano, nos anos 1940 e 1950. Maltratados pelos policiais, eles sabem que, antes de mais nada, tiras não gostam de detetives privados, e, neste livro, Hammett mostra o perfeito descompasso entre o que move tiras e detetives diante da investigação de um crime. Uns servem – pelos menos teoricamente – à lei, e os outros obedecem a um cliente que nem sempre representa a mais nobre das causas. Muito pelo contrário, como é o caso da busca frenética pelo legendário falcão maltês, uma antiga estatueta valiosíssima. O detetive Sam Spade é contratado para achar o precioso tesouro e se vê envolvido numa grande encrenca; uma complexa operação que mistura policiais, clientes e bandidos.

Os diálogos perfeitos, os personagens bizarros, o clima de desconfiança, a trama complicada, tudo isso combina ao mesmo tempo o mistério de um brilhante livro policial com as misérias, incertezas e fragilidades da condição humana. Uma obra-prima. 

 

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