Coleção L&PM Pocket


Neste livro, estão reunidos 47 textos em que o cronista – herdeiro literário de Rubem Braga e Fernando Sabino – delicadamente trata de assuntos corriqueiros da vida com o olhar demorado e singular da poesia. Um prato cheio para os fãs do autor e para os admiradores do melhor da crônica brasileira.


Confira um trecho da crônica "Tempo de delicadeza":

            "Sei que as pessoas estão pulando na jugular umas das outras.
            Sei que viver está cada vez mais dificultoso.
            Mas talvez por isto mesmo ou, talvez, devido a esse maio azulzinho, a esse outono fora e dentro de mim, o fato é que o tema da delicadeza começou a se infiltrar, digamos, delicadamente nessa crônica, varando os tiroteios, os seqüestros, as palavras ásperas e os gestos grosseiros que ocorreram nas esquinas da televisão e do cinema com a vida. (...)
            Sei o que vão dizer: a burocracia, o trânsito, os salários, a polícia, as injustiças, a corrupção e o governo não nos deixam ser delicados.
            – E eu não sei?
            Mas de novo vos digo: sejamos delicados. E, se necessário for, cruelmente delicados."

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Informações Gerais

  • Título:

    TEMPO DE DELICADEZA

  • Catálogo:
    Coleção L&PM Pocket
  • Gênero:
    Crônica
  • Referência:
    616
  • Cód.Barras:
    9788525416520
  • ISBN:
    978.85.254.1652-0
  • Páginas:
    160
  • Edição:
    junho de 2007

Vida & Obra

Affonso Romano de Sant'Anna

AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA nasceu em Belo Horizonte, em 1937. Estudou Letras e Filosofia. Ainda na década de 1960 participou do movimento de vanguarda literária. Sua tese de doutorado pela UFMG versou sobre o conceito de gauche na obra de Carlos Drummond de Andrade. Durante décadas lecionou literatura e escrita no Brasil e no exterior, tendo também sido um dos idealizadores do curso de pós-gradua­&cc...

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Neste livro, estão reunidos 47 textos em que o cronista – herdeiro literário de Rubem Braga e Fernando Sabino – delicadamente trata de assuntos corriqueiros da vida com o olhar demorado e singular da poesia. Um prato cheio para os fãs do autor e para os admiradores do melhor da crônica brasileira.


Confira um trecho da crônica "Tempo de delicadeza":

            "Sei que as pessoas estão pulando na jugular umas das outras.
            Sei que viver está cada vez mais dificultoso.
            Mas talvez por isto mesmo ou, talvez, devido a esse maio azulzinho, a esse outono fora e dentro de mim, o fato é que o tema da delicadeza começou a se infiltrar, digamos, delicadamente nessa crônica, varando os tiroteios, os seqüestros, as palavras ásperas e os gestos grosseiros que ocorreram nas esquinas da televisão e do cinema com a vida. (...)
            Sei o que vão dizer: a burocracia, o trânsito, os salários, a polícia, as injustiças, a corrupção e o governo não nos deixam ser delicados.
            – E eu não sei?
            Mas de novo vos digo: sejamos delicados. E, se necessário for, cruelmente delicados."

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