Outros Formatos


DOCE PARAÍSO

R$29,90

Talvez este livro acabe sendo lido clandestinamente, sob os lençóis, à luz de lanterna, ou embaixo das carteiras escolares, embora tenha sido escrito para nada esconder. Ele fala sobre sexo e inocência, sobre preconceito e pureza de propósitos, sobre amor e crueldade – temas, em suma, que os adultos costumam afastar dos jovens.

Os contos aqui reunidos tratam de relações marcantes entre o jovem e outros seres humanos – adultos e crianças –, relações que se concentram no que há de mais importante na vida: a morte e o amor, o prazer e o sofrimento, a entrega e o temor. Alguns deles revelam o sexo como arma de opressão ou como instrumento de descoberta do outro. Alguns mostram o amor dentro e fora da família, os gestos autênticos e a coragem que estes requerem. Outros ainda denunciam sem piedade as pequenas formas de matar a dignidade, aquelas que se praticam no dia-a-dia, sem sentir.

Todos eles, porém, são fruto de uma arte interessada na concisão e na verdade, naquilo que é essencial saber sobre a vida: que ela deve ser vivida com seus sustos, mas sem idéias ou cabeças feitas. Por isso, não é um livro moralista, mas também não é pornográfico. A iniciação à vida e a seus desvãos é abordada aqui sem meias-palavras, com malícia e bom humor, com seriedade e assombro. Devido à sua intensa autenticidade, esses contos cativarão todo aquele cujo desejo de alargar experiências, desafiar o proibido e ver o lado de lá não tiver sido sufocado pela hipocrisia que usualmente dirige as relações sociais.

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Informações Gerais

  • Título:

    DOCE PARAÍSO

  • Catálogo:
    Outros Formatos
  • Gênero:
    Contos
    Juvenil
  • Cód.Barras:
    9788525418258
  • ISBN:
    978.85.254.1825-8
  • Páginas:
    96
  • Edição:
    junho de 1987

Vida & Obra

Sergio Faraco

Nasceu em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 1940. Entre os anos 1963 e 1965, viveu na União Soviética, tendo cursado o Instituto Internacional de Ciências Sociais, em Moscou. Mais tarde, no Brasil, bacharelou-se em Direito. Em 1988, seu livro A dama do Bar Nevada obteve o Prêmio Galeão Coutinho, conferido pela União Brasileira de Escritores ao melhor volume de contos lançado no Brasil no ano anterior. Em 1994, com A lua com sede, recebeu o Prêmio Henrique Ber...

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Talvez este livro acabe sendo lido clandestinamente, sob os lençóis, à luz de lanterna, ou embaixo das carteiras escolares, embora tenha sido escrito para nada esconder. Ele fala sobre sexo e inocência, sobre preconceito e pureza de propósitos, sobre amor e crueldade – temas, em suma, que os adultos costumam afastar dos jovens.

Os contos aqui reunidos tratam de relações marcantes entre o jovem e outros seres humanos – adultos e crianças –, relações que se concentram no que há de mais importante na vida: a morte e o amor, o prazer e o sofrimento, a entrega e o temor. Alguns deles revelam o sexo como arma de opressão ou como instrumento de descoberta do outro. Alguns mostram o amor dentro e fora da família, os gestos autênticos e a coragem que estes requerem. Outros ainda denunciam sem piedade as pequenas formas de matar a dignidade, aquelas que se praticam no dia-a-dia, sem sentir.

Todos eles, porém, são fruto de uma arte interessada na concisão e na verdade, naquilo que é essencial saber sobre a vida: que ela deve ser vivida com seus sustos, mas sem idéias ou cabeças feitas. Por isso, não é um livro moralista, mas também não é pornográfico. A iniciação à vida e a seus desvãos é abordada aqui sem meias-palavras, com malícia e bom humor, com seriedade e assombro. Devido à sua intensa autenticidade, esses contos cativarão todo aquele cujo desejo de alargar experiências, desafiar o proibido e ver o lado de lá não tiver sido sufocado pela hipocrisia que usualmente dirige as relações sociais.

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