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27/08/2007

Pega pra Kaputt!:
30 anos de um romance a oito mãos

Por L&PM Editores

Em agosto de 1977 o publicitário Laerte Martins, na época um dos donos da agência Martins & Andrade, propôs aos editores da iniciante L&PM Editores um livro para ser o brinde de fim de ano da sua agência. A idéia era a criação de uma novela original a oito mãos por três destacados escritores e um desenhista. Foram convidados Josué Guimarães, Moacyr Scliar, Luis Fernando Verissimo e o desenhista Edgar Vasques, que faria a sua parte em quadrinhos.

Liderados por Josué Guimarães, que deu o pontapé inicial, a novela Pega pra Kaputt! foi concluída em exatos três meses e 15 dias. Cada autor ficava uma semana com o livro e prosseguia a trama conforme o outro a tinha deixado. Josué coordenava e cobrava agilidade da turma. Quase uma brincadeira entre bons amigos – cada autor criava as piores situações possíveis para que fossem resolvidas pelo próximo. O resultado foi uma novela extremamente divertida e – naturalmente – estranha, como você verá no resumo publicado na edição original que reproduzimos a seguir.

O brinde da agência Martins & Andrade foi o mais disputado do ano de 1977, e, em março de 1978, a L&PM lançou uma edição comercial do livro. Um caso raro na literatura brasileira – uma novela a oito mãos escrita por conhecidos e conceituados autores ­–, Pega pra Kaputt! foi reeditada oito vezes, sendo que a última edição com capa nova foi impressa em 2004 por ocasião dos 30 anos da L&PM Editores.

Sinopse publicada na edição original de 1977:

Das ruínas da Segunda Guerra Mundial emerge esta história de mistério, de crime, de ódio, de amor, de mistério (de novo) e sobretudo de humor – um desafio a que três ficcionistas e um desenhista se lançaram mutuamente, cada um aprontando uma pior para o companheiro.

Tudo começa com a derrota do Terceiro Reich. Hitler vai fugir da Alemanha, disfarçado de judeu. A providência indispensável – a circuncisão – é executada com um pequeno defeito de técnica, que deixa Hitler – para usar um eufemismo – caolho. A relíquia resultante é conservada num vidro que anos depois vai reaparecer no bairro do Bom Fim, em Porto Alegre, causando muita dor de cabeça para Dona Raquel e seu filho Teva (filho, não: superfilho), para os vizinhos e amigos.

Acontece que atrás do vidro está uma sinistra trinca de nazistas, disposta a recuperá-lo a qualquer preço. Nessa caçada também estão o Doutor Gudinho, dublê de economista e visionário (uma combinação não tão infreqüente quanto se pensa), e seu cúmplice, Platão. A época também não é das mais tranqüilas: 1964 é o ano. Aventuras sensacionais, perseguições vertiginosas se sucedem, não só em Porto Alegre, como em outras capitais (na verdade, só em mais uma capital, que é Brasília). E que dizer da magnífica Urba, a guerrilheira Urbana? Só lendo para saber.

Dizem os autores que se divertiram muito fazendo o livro, e que esperam que os leitores compartilhem desta alegria. Se não por solidariedade, ao menos por caridade.

Josué Guimarães
Nasceu em São Jerônimo em 1921 e morreu em Porto Alegre em 1986. É considerado um dos grandes escritores brasileiros. Escreveu A ferro e fogo – Tempo de solidão, A ferro e fogo – Tempo de guerra, Depois do último trem, Os tambores silenciosos, É tarde para saber, Camilo Mortágua, Enquanto a noite não chega, Dona Anja, entre outros livros.

Moacyr Scliar
Nasceu em Porto Alegre em 1937. É médico especializado em saúde pública. Como escritor, conquistou vários prêmios nacionais e internacionais, tendo sido publicado em cerca de vintes países. Escreveu A guerra do Bom Fim, O ciclo das águas, O exército de um homem só, Max e os felinos, O centauro no jardim, Sonhos tropicais, A mulher que escreveu a Bíblia e A majestade do Xingu, entre muitos outros livros. É membro da Academia Brasileira de Letras.

Luis Fernando Verissimo
Nasceu em Porto Alegre em 1936. Considerado um dos mais importantes e populares escritores brasileiros. Autor, entre outros livros, de O popular, A grande mulher nua, O analista de Bagé, Outras do analista de Bagé, O gigolô das palavras, Ed Mort e outras histórias, O jardim do diabo, Clube dos anjos, Comédias da vida privada, Borges e os orangotangos eternos.

Edgar Vasques
Nasceu em Porto Alegre em 1949. Considerado um dos grandes cartunistas e ilustradores brasileiros, com passagem nos principais veículos de comunicação no Brasil e exterior. Publicou a série Rango (em cinco volumes), os álbuns Abaixo do Cruzeiro – Brasil nas melhores histórias do Rango, Alô! Nova República?, Sottovoce e muitos outros. Participou de inúmeras obras coletivas, ganhou vários prêmios e expôs seu trabalho em vários lugares do mundo.

Confira coluna do jornal Zero Hora (em formato PDF) que relembra o lançamento de Pega pra Kaputt! há 30 anos:


(PDF - 0,14 Mb)

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