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25/02/2009

Mais um volume de O melhor de Hagar o Horrível na Coleção L&PM Pocket

Por L&PM Editores

Chega à Coleção L&PM Pocket o sexto volume dos quadrinhos de O melhor de Hargar o Horrível. O livro traz de volta as aventuras do preguiçoso viking, que prefere beber cerveja e ficar de pernas para o ar em casa à arriscar-se no mar.  Sempre com seu escudo à mão, Hagar volta para casa das duras guerras para obedecer à mulher, Helga, uma legítima mulher bárbara de pulso firme, para controlar os ímpetos sexuais e casadoiros da filha Honi, já adulta, e para as ânsias existencialistas do filho caçula, Hamlet.


Hagar é o alter-ego do jornalista e ilustrador americano Dik Browne. Brownie criou o personagem em 1973 e, segundo Mort Walkner, criador do Recruta Zero, "provavelmente nunca houve casamento mais perfeito entre a arte e o artista do que o de Dik Browne e sua criação, Hagar o Horrível. As atitudes de Hagar diante da vida, suas maneiras infantis, seu amor pelo divertimento, seu enorme apetite descontrolado, são Dik Browne em pessoa".

     
Dik Brownie e Hagar: grandes semelhanças


Confira, no especial que a L&PM Editores preparou sobre o viking barbudo e beberrão, um depoimento de Dik Browne sobre o seu personagem e um texto que conta a história da criação de Hagar, o Horrível.

Hagar, por Dik Browne

"Um grande historiador certa vez disse que a história é como um impetuoso rio de sangue. Mas, nas margens, famílias fazem coisas corriqueiras – criam filhos, pagam contas, fazem amor, jogam dados, enfim...

É algo parecido que sinto em relação ao Hagar, o Horrível. Ele é um viking e Deus sabe que ele é um bárbaro, mas é também um homem caseiro, um marido amoroso e um pai devotado.

E é também um homem de negócios... acontece que os seus negócios são saque e pilhagem - e outra coisa... ele se esforça.

Vejam sua aparência – que algumas pessoas dizem que ele tirou de mim. Ele era um patife mal-encarado quando eu o desenhei pela primeira vez. Hoje tem uma aparência muito mais agradável, apesar de não ter sido fácil torná-lo assim.

E aí existe o problema da conduta. Num dos primeiros quadrinhos Hagar foi visto arrastando uma donzela – um passatempo viking muito característico. Minha filha adolescente, Sally, ficou chocada. "Isso não tem graça, papai, isso é um crime!".

Bem, aquela foi a última vez que Hagar arrastou uma donzela.

É claro que existem muitas arestas a serem aparadas (sem falar em chifres). O negócio de saque e pilhagem tende a provocar um comportamento agressivo, mas geralmente isso é discretamente deixado fora de cena. Embora um viking totalmente comedido deva ser incrível de uma certa maneira, Hagar melhorou muito e agora limita os seus traguinhos a um ou dois barris ocasionais.

Eu me pergunto por que ele é chamado "O Horrível".

Quando nos encontramos pela primeira vez, há doze anos atrás, no porão da minha casa em Wilton, eu não esperava tanto de Hagar. Eu ainda estou surpreendido com seu sucesso. Deve ter por aí muito mais vikings do que eu suspeitava. Recebo montes de correspondência de mulheres que têm um Hagar como pai, marido ou namorado... a elas eu envio o meu profundo respeito e minhas condolências.

Enfim, ele é um homem comum fazendo o melhor que pode num mundo que não criou.

Eu espero que você goste do meu amigo Hagar... ele tem sido incrivelmente bom pra mim."

Dik Browne

Era uma vez, num bagunçado estúdio na lavanderia de uma casa modesta no tranqüilo subúrbio de Wilton, Connecticut, um cartunista batalhador e decidido que olhava fixamente para uma folha de papel. Ele havia começado a sofrer distúrbios oculares – um problema que compreensivelmente seria da maior preocupação para um cartunista. Outros problemas médicos surgiam no horizonte. Ele tinha uma família para sustentar e estava preocupado com sua segurança econômica. Era hora de armazenar castanhas para o longo e frio inverno. Ganhava bem, mas não estava preparado para um desastre médico nem para uma aposentadoria precoce. Tinha cinqüenta e seis anos e a única coisa que havia feito de sucesso eram cartuns. Então decidiu mergulhar de cabeça no áspero e inculto mundo das agências de histórias em quadrinhos e criar seu próprio personagem. Foi um desafio de proporções heróicas.

Ele pensou em algumas antigas lendas nórdicas que a sua tia sueca lhe contara quando era criança. Sua mão esboçou um capacete viking com chifres sobre um grande nariz redondo. O resto da figura parecia desenhar a si própria. O bárbaro corpulento do cartun foi adornado com uma pele de urso amarrotada, seu escudo era velho e amassado e o toque final era a barba emaranhada circundando a sua cara confusa. A resposta para os problemas do cartunista estava na sua cara!

Agora o seu meigo saqueador precisava de um nome. O cartunista sorriu, pensando nos seus três filhos que costumavam acordá-lo regularmente da sesta quando chegavam em casa da escola. Ele despencava escada abaixo, fingindo estar furioso, gritando: “Parem com esse barulho!” Seu filho menor sempre fugia, aterrorizado, gritando: “Corram, corram, aí vem Hagar o Horrível”. Assim é que ele chamaria o personagem da sua história em quadrinhos.

Na semana seguinte a idéia do cartunista tomou forma rapidamente. Sendo ele próprio um devotado pai de família, decidiu que Hagar precisava ter seu próprio clã. Uma guerreira decidida chamada Helga assumiu os deveres de esposa de manter na linha o seu marido hedonista. Um filho puro e estudioso batizado de Hamlet se tornaria uma eterna fonte de constrangimento para o seu desleixado e iletrado pai. Uma deslumbrante filha de cabelos loiros chamada Honi, que queria lutar como o pai, deu a Hagar algo com que se preocupar. O elenco estava completo.

O cartunista levou a sua idéia para a maior agência de imprensa do mundo, a King Features, rezando para que eles a comprassem. Depois da enrolação habitual, eles decidiram lançar “Hagar o Horrível”, esperando que conseguissem vendê-lo. Mais de duzentos editores contrataram o novo quadrinho antes de sua estréia, esperando que os leitores se divertissem com ele. Os leitores reagiram entusiasticamente e os quadrinhos dispararam para o sucesso. “Hagar o Horrível” ganhou reputação de ser a obra de crescimento mais rápido da história dos quadrinhos e rendeu uma fortuna ao seu criador.

O desnorteado cartunista contratou um advogado para evitar os cobradores de impostos e botou seus filhos no trabalho para ajudar a administrar o florescente negócio da família. Ele ganhou o suficiente para pagar as contas do médico e para proporcionar à mulher e aos filhos o que sempre desejou. A família se mudou para um lugar mais confortável na Flórida e desde então vivem muito felizes.

Se isso soa como um conto de fadas, é isso mesmo. Entretanto, não deveria ser difícil de acreditar, já que isso aconteceu com um ursinho de pelúcia de verdade de um cartunista que tem a personalidade do Papai Noel. Os deuses sorriram para um de seus fieis servos. Qualquer um que tenha o privilégio de conhecer Dik Browne, concordaria que ele conseguiu apenas aquilo que merece.

 

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