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Livros do Autor



A GALINHA DEGOLADA / HEROÍSMOS

Horacio Quiroga
Tradução de Sergio Faraco

Coleção L&PM Pocket
Ref. 286
136 páginas
ISBN 978.85.254.1220-1

R$19,90



DECÁLOGO DO PERFEITO CONTISTA

Horacio Quiroga
Organização de Sergio Faraco e Vera Moreira

Outros Formatos
Formato 14x21
168 páginas
ISBN 978.85.254.1908-8

R$34,00



HISTÓRIA DE UM LOUCO AMOR SEGUIDO DE PASSADO AMOR

Horacio Quiroga
Tradução, cronologia e notas de Sergio Faraco

Coleção L&PM Pocket
Ref. 734
168 páginas
ISBN 978.85.254.1821-0

R$22,90



UMA ESTAÇÃO DE AMOR SEGUIDO DE DOROTHY PHILLIPS, MINHA ESPOSA

Horacio Quiroga
Tradução de Sergio Faraco

Coleção L&PM Pocket
Ref. 164
132 páginas
ISBN 85.254.0980-4

R$14,00

Horacio Quiroga

1878 – A 31 de dezembro, em Salto, no Uruguai, nasce Horacio Silvestre Quiroga Forteza, filho de Prudencio Quiroga e Juana Petrona Forteza.

1879/89 – Morre Prudencio Quiroga, vítima de um disparo acidental de sua própria arma (segundo alguns pesquisadores, o tiro não foi casual). Quiroga estuda em Salto, numa escola fundada por maçons.

1890/5 – Freqüenta o Instituto Politécnico, em Salto, e o Colégio Nacional, em Montevidéu. A mãe se casa com o argentino Ascensio Barcos.

1896 – Suicida-se o padrasto. Com três amigos forma em Salto um grupo literário. Lêem poetas franceses e escrevem poemas. Quiroga apaixona-se por María Ester Jurkowski, mas o romance não prospera em virtude da oposição da família dela. Mais tarde, esse caso daria o argumento para o conto “Una estación de amor”.

1897 – Viaja de bicicleta de Salto a Paysandú, uma proeza na época.

1898 – Na imprensa de Salto aparece seu primeiro artigo, sobre ciclismo. No verão, vai a Buenos Aires e conhece o poeta argentino Leopoldo Lugones, cuja obra admira.

1899 – Publica seu primeiro conto e lê Baudelaire, Poe, Lugones. Colabora na Revista de Salto.

1900 – Viaja à Europa. Em Paris, participa de uma corrida de bicicleta no Parc de Princes. No Café Cyrano, conhece Rubén Darío. Ao retornar, decide permanecer em Montevidéu, onde retoma o grupo literário com os amigos de Salto. Obtém o segundo lugar num concurso de contos, concorrendo com dezenas de escritores da América espanhola. Da comissão julgadora faziam parte os conhecidos autores uruguaios Javier de Viana e José E. Rodó.

1901 – Recebe em Montevidéu a visita de Lugones. Morrem dois de seus irmãos, Pastora e Prudencio. Aparece seu livro de estréia, Los arrecifes de coral, de poemas e relatos.

1902 – Em março, mata o poeta Federico Ferrando com um tiro acidental de pistola. Desesperado, tenta suicidar-se num poço, sendo contido por amigos. Depois de provar sua inocência muda-se para Buenos Aires.

1903 – Leciona castelhano no Colégio Britânico de Buenos Aires e participa de uma expedição às ruínas jesuíticas, chefiada por Lugones.

1904 – Publica El crímen del otro, contos. Adquire um campo perto de Resistencia, no Chaco, para plantar algodão.

1905 – Com o fracasso da plantação, retorna a Buenos Aires. Começa a colaborar no semanário Caras y Caretas.

1906 – É nomeado professor de castelhano e de literatura na Escola Normal nº 8. Nas férias, vai a San Ignacio, em Misiones, onde adquire 185 hectares de terra com a intenção de plantar erva-mate.

1907 – Continua lecionando em Buenos Aires e namora uma aluna, Ana María Cirés, “menina de 15 anos, loura, de olhos azuis e caráter reservado”, enfrentando novamente a oposição dos pais.

1908 – Publica as novelas Los perseguidos e Historia de un amor turbio. Viaja a San Ignacio para construir a casa onde pretende morar.

1909 – Publica mais de uma dezena de contos em Caras y Caretas. A 30 de dezembro casa-se com Ana María Cirés.

1910 – Quiroga e Ana María se transferem para San Ignacio.

1911/2 – A 29 de janeiro nasce Eglé, primeira filha do casal. Quiroga cultiva erva-mate e produz suco de laranja, doce de amendoim, mel e carvão. Renuncia ao magistério em Buenos Aires e, no mesmo ano, é nomeado juiz de paz e oficial do registro civil, San Ignacio, funções que exerce com pouca ou nenhuma dedicação. A 15 de fevereiro de 1912 nasce o filho Darío.

1913/4 – Ana María não se adapta à vida na selva e são constantes os desentendimentos do casal. Quiroga continua trabalhando afanosamente em suas plantações.

1915/6 – A 14 de dezembro Ana María se suicida, ingerindo forte dose de veneno (os dias finais de Ana María são relatados, como ficção, na novela Pasado amor). Quiroga permanece na selva com os dois filhos pequenos, mas, no final de 1916, retorna a Buenos Aires.

1917 – A 17 de fevereiro, por gestões de amigos, é nomeado contador do Consulado Geral do Uruguai. Publica Cuentos de amor de locura y de muerte, obra que rapidamente se esgota.

1918 – Publica Cuentos de la selva (para los niños).

1919 – Escreve dezenas de notas sobre filmes, numa época em que os intelectuais vêem o cinema como arte menor.

1920 – No Uruguai, seu amigo Baltazar Brum chegara à Presidência da República. Vai com freqüência a Montevidéu, levando outros escritores, entre eles a poetisa Alfonsina Storni, com a qual tem um caso amoroso. Publica o livro de contos El salvaje.

1921 – Publica Anaconda, contos. Em fevereiro, estréia no Teatro Apolo sua peça Las sacrificadas, versão dramática do conto “Una estación de amor”. Conhece Jorge Luis Borges, que recém voltara da Europa.

1922 – Por designação do Presidente Brum, viaja ao Rio de Janeiro como membro da embaixada uruguaia aos festejos do centenário da independência brasileira. Ao regressar, passa por Melo para conhecer Juana de Ibarbourou.

1923 – Publica contos na imprensa e seus primeiros ensaios sobre a criação literária.

1924 – Publica El desierto, contos.

1925 – Passa as férias em Misiones, preparando seu retorno à selva.

1926 – De volta a Buenos Aires, aluga uma casa de campo em Vicente López. Numa das viagens que faz para lá, conhece sua futura segunda esposa, uma jovem de 18 anos, María Elena Bravo. Publica seu livro mais elogiado pelos críticos: Los desterrados.

1927 – A 16 de julho, casa-se com María Elena Bravo.

1928 – Nasce a filha do segundo casamento. Recebe o mesmo nome da mãe, mas a chamam de Pitoca.

1929 – Publica a novela Pasado amor, que vende apenas 50 exemplares.

1930 – Desde 1927 seus amigos no Uruguai estão afastados do poder e o controle de suas atividades no consulado torna-se mais severo. É criticado por escritores da nova geração e, em casa, surgem as primeiras rusgas conjugais.

1931 – De parceria com Leonardo Glusberg publica o livro Suelo natal, mais tarde adotado como livro escolar.

1932 – Vai para Misiones com María Elena e a filha, conseguindo, no entanto, manter o cargo diplomático, a ser exercido na selva.

1933 – María Elena, como Ana María, não se adapta ao isolamento e as brigas recomeçam. A 31 de março, Gabriel Terra fecha o parlamento no Uruguai e seus amigos são totalmente alijados do centro das decisões. Suicida-se seu protetor, o ex-presidente Baltazar Brum.

1934 – Em abril é destituído de seu cargo público e passa a enfrentar graves problemas financeiros.

1935 – Publica Más allá, contos. Alguns amigos, entre eles o escritor Enrique Amorim, obtêm do governo sua nomeação como cônsul honorário, com vencimentos, numa homenagem da nação uruguaia ao seu talento.

1936 – A crise conjugal se agrava e María Elena retorna a Buenos Aires com a filha. Na solidão da selva, relê Dostoiévski e se encanta com os novos narradores norte-americanos, entre eles Hemingway. Em setembro, adoentado, viaja para Buenos Aires, internando-se no Hospital de Clínicas. María Elena o assiste com dedicação.

1937 – Os médicos revelam que seu mal é irremediável: um câncer gástrico. Na madrugada de 18 para 19 de fevereiro, suicida-se com cianureto. É velado na Casa do Teatro, sede da Sociedade Argentina de Escritores. Pouco depois suas cinzas são transportadas para Salto.

1939 – Suicida-se Eglé.

1954 – Suicida-se Darío.

1989 – Suicida-se María Elena, a Pitoca.

Fonte: texto de Sergio Faraco extraído de A galinha degolada e outros contos seguido de Heroísmos

Opinião do Leitor

"Horacio Quiroga é um dos meus escritores favoritos da América do Sul. Gosto sobretudo dos seus contos cujo tema é a selva das Misiones. Como professor de espanhol trabalho com meus alunos as fábulas dos Cuentos de la Selva para niños. Não gosto dos seus contos de terror como La gallina degolada, La Milel Silvestre e El Almohadón de Pluma, mas reconheço a importância desse gênero para a literatura fantástica.







"

Américo Coelho de Souza
Campo Grande - MS

"Quiroga é um dos meus autores prediletos,tanto em virtude de sua forma original de narrar como pela temática de seus contos, inspirada em sua própria vida trágica. Em tempo: sou leitor assíduo dos livros da editora L&PM, tenho vários livros. Obrigado por vocês disponibilizarem tantos livros bons, raros,de forma acessivel e bem trabalhada."

antonio
st.ant.do grama/mg

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